sábado, julho 23, 2011

A INFLUÊNCIA DAS FASES DA LUA NA HORTA FAMILIAR


Ao fazer o artigo desta semana para o jornal, pensei num assunto que sempre foi causa interesse e curiosidade, a influêcia da lua na horticultura, e fiquei surpreendido, por um lado as pesoas que não cultivam pensam que não é verdade e por outro lado os horticultores levam muito a sério, acreditam e respeitam escrupolosamente a influência que a lua tem no desenvolvimento da horta.
A impotância do fruto da terra para as pessoas que cultivam, é de tal maneira forte que os horticultores tentam não negligenciar nenhuma possibilidade de sucesso e dai que não correm o risco de se precipitarem a semear no momento errado até porque na realidade a lua tem um efeito real e comprovádo ao longo dos tempos sobre a horta tal como tem sobre outros aspectos da vida quotidiana.

A Lua tem quatro fases: minguante, nova, crescente e cheia. cada fase dura sete dias.
O ciculo lunar cinódico, que é o ciclo lunar que toda a gente conhece, a sua duração é de 27 dias 12 horas e 44 minutos, não é visivél a olho nu, por isso é recomendada a consulta de um calendário.
A lua também tem outros ciclos ou trajectórias: Cideral, Draconitica e Anomalistica.
Em geral está bem enrraizado entre os horticultores que se deve semear no (escuro) quarto minguante, ou melhor está bem enrraizado que a lua tem um enfeito sobre a horticultura e semear no escuro dá um nivél de segurança suficiente e dá as garantias necessárias, embora a influência da lua na horta seja muito mais vasta com beneficios na sementeira, no desenvolvimento da folhagem, no desenvolvimento das raizes no sucesso dos trabalhos de preparação da terra e até na atenoação das pragas. Não é minha intenção fazer aqui nenhum calendário mas sim clarificar alguns conhecimentos sobre os efeitos da lua no cultivo das hortas.

CULTIVAR COM A LUA (segundo Jean Paul Thorez)
Lua nova e Quarto crescente (entre lua nova e lua cheia): sementeiras e plantação das plantas, para haver estimulação do vigor (principalmente em solos pobres ou secos); enxertias em fenda (perto da lua nova); plantação de arvores de fruto; corte de madeira para aquecimento; poda de arvores fracas; recolha de ervas medicinais; de horticulas dce raiz e de horticulas de fruto.
Quarto minguante (entre lua cheia e lua nova): sementeira e plantação de plantas onde se queira refrear o vigor, em particular em solo rico ou húmido (bolbos, horticulas repolhudas, leguminosas, etc.); enxertia de borbulha; levantamento dos garfos no inverno.
No periudo da lua cheia dever-se-ão evitar as sementeiras.





segunda-feira, julho 04, 2011

O Setubalense





Artigo publicado

O Tomate

As ervas daninhas são realmente daninhas? Infestantes indesejáveis? Será que não fazem falta? Vou só dar alguns exemplos: A Ortiga pode-se comer, porque é rica em minerais, vitamina C, betacaroteno e proteínas, e tem um sabor e textura semelhante à do espinafre e, tal como o espinafre, na Horta catalisa o azoto na terra.

Da Ortiga faz-se o chorume que é uma maceração das plantas num recipiente com água e pode servir para adubar e prevenir doenças produto biológico por excelência. Se colocarmos Ortigas cortadas na cova onde se plantará a seguir os pés de tomates, serve de adubo e protege das doenças.

A Beldroega é uma alface, excelente em sopas e saladas com elevado teor em potássio, magnésio e ferro. O dente de leão rico em ferro e vitamina C, devem ser comidas em saladas as plantas jovens.

As ervas “daninhas” na horta familiar servem de abrigo aos insectos amigos, servem de alimento para os animais domésticos como os coelhos e as galinhas, são medicinais como os funchos e as margaridas, servem de nutrientes para o solo e para fazer composto. Ter infestantes não quer dizer redução da produtividade!

Pelo contrário, se uma horta dá ervas viçosas é porque também dará hortícolas viçosas. Cultivar em linha ajuda a controlar as ervas e muitas plantas acabam por cobrir as infestantes. Temos que repensar o modo como olhamos para a horta familiar, melhorar a biodiversidade vegetal e saber conviver e tirar partido das infestantes, melhora a qualidade da alimentação proveniente da horta familiar e torna-a mais natural e ecológica.

Embora os primeiros tomateiros plantados este ano já produzam, ainda se pode plantar os tomateiros de trepar que vão dar até ao Natal, se devidamente tutorados. Na horta familiar o tomateiro é uma das plantas mais produtivas e que tem a maior diversidade de utilização na cozinha. Sem o tomate não haveria as pizas mas também não existiria a caldeirada tal como ela é.

Mas a utilização do tomate estendesse das saladas ao delicioso doce de tomate que é o meu preferido. Recordo-me da frescura do doce de tomate que a minha mãe fazia quando eu era miúdo. A conserva de tomate conhecida como “calda de tomate” é muito fácil de fazer; basta esterilizar durante quinze minutos os frascos bem fechados com o tomate pelado, limpo das sementes, com um pouco de sal, se possível natural das salinas da nossa região, e um pouco de azeite a cobrir.

O tomateiro é uma planta que necessita basicamente de água e muito sol. É muito fácil de cultivar sem produtos químicos, numa horta familiar orgânica os tomateiros não têm problemas de doenças nem ataques preocupantes. O tamanho não conta; o que interessa é que produzam tomates saborosos que façam as delicias da família.

www.hortafamiliar.com

Email: hortafamiliar@sapo.pt

sábado, julho 02, 2011

Feira agricula do Poçeirão

Começou ontem a feira agricula do Poçeirão, embora já tenha sido uma feira de referência na região, actualmente não passa de um resquicio de sertame, numa região predominantemente agricula seria de esperar que houvesse pontos de interesse relacionados com a agricultura e pecuária, de modo a capterem o interesse das pessoas e os intercâmbios entre os amadores e os profissionais da agricultura, em particular nesta época em que cada vez mais o cultivo está no centro da actualidade, tenho dificuldades em compreeder porque é que pequenos interesse ded pessoas particulares impedem o desenvolvimento, ou será ingnorância das autoridades locais, a realidade é que o mercado de domingo é melhor e mais expressivo do interesse local, talvez por isso tenham feito a feira coincidir com o mercado mensal.

Caixas de correio originais


Quero felicitar o meu amigo teixeira que tem uma caixa do correio muito simpática que imita um cadeado, na rua dele também há uma casa com uma caixa de correio originar, que simboliza um homem de bigode a fumar o cachimbo.

segunda-feira, junho 27, 2011

Jornal O SETUBALENSE III

In: O Setubalense

Secção: Rubrica


Não estou preparado para deixa de comer carne! Ou qualquer outro produto de origem animal, como ovos, queijo, leite ou mel, que, para mim, como tantos outros produtos de origem animal, são essenciais para uma alimentação equilibrada.

Entre os mais ferrenhos vegetarianos estão os veganos, que se abstêm de consumir qualquer produto alimentar, vestuário ou cosméticos que tenha origem animal.

Talvez que isso aconteça mais por serem activistas dos direitos dos animais, embora também tenham preocupações ecológicas nas escolhas dos produtos que consomem, por exemplo: preferem o linho ao algodão, pois os danos para o meio ambiente para produzir algodão são bastante superiores.

Já é conhecido que se pode ter uma dieta unicamente vegetariana. No entanto, é necessário ter muita cautela e ser-se muito rigoroso. É relativamente complicado abastecer o corpo humano em proteínas só com alimentos de origem vegetal, embora, mais cedo ou mais tarde, tenhamos que desistir da carne.

Para produzir um quilo de carne são necessários oito quilos de vegetais. Por um lado, há o risco das terras aráveis se destinarem ao alimento do gado em detrimento da alimentação humana. Por outro lado, o gado representa uma percentagem muito elevada das emanações de gases de estufa e também o modo, cada vez mais desumano, que tem a produção animal.

Acabaremos por ter que encarar a alimentação vegetariana como uma experiência óbvia e necessária. Nada impede que possamos fazer algumas refeições vegetarianas. Aliás, muitos cozinheiros apresentam receitas inovadoras e podemos já encontrar em muitos restaurantes pratos vegetarianos que nos facultam novas experiências.

A horta familiar também aí tem um papel de relevo; cozinhar os legumes que produzimos, bem frescos, ricos em fibras, vitaminas, minerais e proteínas são uma contribuição saudável e de bem-estar para a nós próprios e toda a família.



O feijão

O feijão divide-se em dois tipos; os de trepar e os rasteiros. Originário da América do Sul, o feijão chegou à Europa com o regresso dos espanhóis e, durante muito tempo, considerado como planta ornamental.

Só no século XX se generalizou o seu consumo. O feijão é rico em amido, vitaminas e proteínas, sendo a seguir à soja, junto com as outras leguminosas (favas e ervilhas), os legumes mais ricos em proteínas, muito importantes na alimentação vegetariana.

Os feijões podem-se consumir em vagens verdes, os feijões já criados, chamados de feijão fresco e em seco, para conservar em verde é recomendada a congelação depois de escaldado, ou em conserva, depois de enfrascado devidamente esterilizado.


Email: hortafamiliar@sapo.pt
Por: Cláudio Gonçalves

segunda-feira, junho 20, 2011

Reprodução das galinhas

Aqui está um assunto que quero tratar para não cair no esquecimento e porque foi de importância capital no passado, possivélmente para fazer as pessoas sentirem-se mais seguras, e em muitos casos revestidos de fundamento tanto prático como cientifico, as crenças populares que foram durante gerações validadas, e agora perderam o sentido com a modernidade industrial e o consumismo, onde tem que haver equações matemáticas para vender mais facilmente (obrigar mais facilmente as pessoas a consumir) e onde pouco interessa o que sente o ser humano, pois a vida moderna reduz o Homem a um objecto de consumo e despersonifica a sua existência a favor do consumismo desenfreado. Tenho a sorte de ter vivido essa mudança e ter sido marcado pelo impacto que crenças e mesinhas tiveram na vida das pessoas, que embora desvanecidas ainda continuam a ter.
A trovoada impede os ovos de chocar?
Segundo a minha mãe impede e é aconselhável por uma ferradura debaixo do ninho onde choca a galinha. Porque dantes o tempo era mais frio, e também se deixava as galinhas chocarem os primeiros ovos da postura, menos fiàveis para tirar e dai as pessoas acreditarem que as trovoadas eram prejudiciais.
Falei com a veterinária que segue os meus animais, e embora confirme esta versão, acrescenta que o que de certeza mata os ovos é a electricidade estática provocada pelas trovoadas que poderá ser neutralizada pela ferradura.
Uma galinha nascida na chocadeira não poderá chocar ela mesmo ovos?
Segundo a matriarca sempre atenta a estes assuntos de importância capital no bom aprovisionamento da família, em particular dos seus cinco filhos, não há nenhuma relação, a cientifica veterinária tem como evidência que qualquer galinha nascida na chocadeira e que posso ter observado outra a chocar, terá a capacidade de aprendizagem suficiente para chocar os próprios ovos, ora eu posso garantir tenho a chocar uma magnifica galinha que nasceu na chocadeira e nunca viu outra a chocar, crença desmentida.
O resultado será melhor se o numero de ovos for ímpar?
A velhota diz:- Dizem que sim. O meu pai diz:- As galinhas não sabem contar. E a cientifiquissima veterinária riu-se.
Pus quinze ovos debaixo da minha querida e brava galinha a contar com muito saber fazer e pouca trovoada.
No meio disto tudo não nos esqueça-mos de quanto é maravilhosa a natureza.

Jornal O SETUBALENSE II

Mais um artigo esta semana, espero estar acontribuir para que as pessoas da minha terra tenham um maior interesse pelas suas hortas e se apercebam da importancia da horta familiar no seio das suas famílias.
Estou inteiramente ao dispôr de todos os que desejem trocar idéias e sentimentos,a crise do pepino e os hamburgueres contaminados, são sintomas de quye algo não vai bem e cada vez mais nos questionamos sobre a segurança alimentar, o que é que estamos a meter dentro de nós e dos nossos filhos e a deriva que isso pode ter na alimentação do futuro, dai que a horta familiar tenha mais do que nunca um papel de relevo na alimentação da família.



A horta familiar



As Abóboras
É muito fácil definir agricultura biológica: é um modo de cultivar os frutos e legumes para a nossa alimentação em que é privilegiada a utilização dos processos biológicos, recorrendo o máximo possível à acção dos microorganismos, insectos, pássaros e árvores, sem esquecer o ser humano. A biodiversidade é factor determinante na horta biológica.
A horta biológica exige muita observação e dedicação. É preciso conhecer bem os insectos, a diversa fauna e flora, o solo e o meio ambiente em geral e saber como interagem e quais as actividades e funções de cada um, para assim podermos bem compreender e usar todos os organismos vivos para fazer frutificar a horta, produzir legumes e frutas saudáveis, mais saborosos e mais ecológicos.
Ao saber que o bago de arroz da couve são as larvas de uma mosca que deposita os ovos junto ao pé da couve, podemos colocar um pequeno circulo de plástico criando uma barreira para impedir as moscas de depositar os ovos nas raízes das couves, assim como a rotação de culturas é obrigatória na agricultura biológica.
Essa rotatividade melhora a condição dos solos e impede a propagação das pragas, por exemplo; sabendo que o escaravelho da batateira deposita os ovos no solo, se mudarmos a plantação de batatas para um local onde não houve batatas no ano anterior, estas não serão atacadas pelas larvas do escaravelho, pois são essas que devoram as batateiras, a alternância da cebola com a cenoura evita a mosca de uma e de outra, uma larva de joaninha pode ser confundida com um insecto nefasto se não a conhecermos bem.
A horta familiar é obrigatoriamente biológica, e tem que ser usada para proteger as nossas famílias da arrogância, da falta de escrúpulos e do facilitismo das grandes explorações intensivas, sendo assim a pequena exploração doméstica uma barreira e um modo de fazer pressão para melhorar as condições de produção dos alimentos que providenciamos para as nossas famílias, enquanto os laboratórios enriquecem a agricultura de subsistência sustentada empobrece.
Sendo as minhas plantas preferidas, as abóboras são por excelência plantas de fácil cultivo e bastante adaptadas à agricultura biológica. Cobrem bem a terra com uma folhagem exuberante, produzem frutos comestíveis e decorativos, de conservação fácil, barata e ecológica, não sendo necessária energia nem nenhum tipo de tecnologia.
Servem para comer cruas, cozidas, assadas e fritas, servem para fazer doces e sopas e até as cabaças servem para fazer utensílios, também se comam as sementes e as flores.
As abóboras são muito gulosas. Necessitam de bastante estrume bem curtido, devem ser bem regadas e devem ter um espaço de cerca de 2 metros para se poderem expandir. São as plantas mais produtivas na horta.
As abóboras de Verão que amadurecem em 55 dias, são mais pequenas e devem ser consumidas rapidamente. As abóboras de Inverno, caso da abóbora menina, podem-se guardar até Maio do ano seguinte depois de curadas alguns dias ao sol. As courgetes, os pepinos, as melancias e os melões, pertencem à família das abóboras, as Cucurbitáceas.
Hortafamiliar.blogspot.com
hortafamiliar@sapo.pt