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sábado, julho 02, 2011
Feira agricula do Poçeirão
segunda-feira, junho 27, 2011
Jornal O SETUBALENSE III
In: O Setubalense
Secção: Rubrica
Não estou preparado para deixa de comer carne! Ou qualquer outro produto de origem animal, como ovos, queijo, leite ou mel, que, para mim, como tantos outros produtos de origem animal, são essenciais para uma alimentação equilibrada.
Entre os mais ferrenhos vegetarianos estão os veganos, que se abstêm de consumir qualquer produto alimentar, vestuário ou cosméticos que tenha origem animal.
Talvez que isso aconteça mais por serem activistas dos direitos dos animais, embora também tenham preocupações ecológicas nas escolhas dos produtos que consomem, por exemplo: preferem o linho ao algodão, pois os danos para o meio ambiente para produzir algodão são bastante superiores.
Já é conhecido que se pode ter uma dieta unicamente vegetariana. No entanto, é necessário ter muita cautela e ser-se muito rigoroso. É relativamente complicado abastecer o corpo humano em proteínas só com alimentos de origem vegetal, embora, mais cedo ou mais tarde, tenhamos que desistir da carne.
Para produzir um quilo de carne são necessários oito quilos de vegetais. Por um lado, há o risco das terras aráveis se destinarem ao alimento do gado em detrimento da alimentação humana. Por outro lado, o gado representa uma percentagem muito elevada das emanações de gases de estufa e também o modo, cada vez mais desumano, que tem a produção animal.
Acabaremos por ter que encarar a alimentação vegetariana como uma experiência óbvia e necessária. Nada impede que possamos fazer algumas refeições vegetarianas. Aliás, muitos cozinheiros apresentam receitas inovadoras e podemos já encontrar em muitos restaurantes pratos vegetarianos que nos facultam novas experiências.
A horta familiar também aí tem um papel de relevo; cozinhar os legumes que produzimos, bem frescos, ricos em fibras, vitaminas, minerais e proteínas são uma contribuição saudável e de bem-estar para a nós próprios e toda a família.
O feijão
O feijão divide-se em dois tipos; os de trepar e os rasteiros. Originário da América do Sul, o feijão chegou à Europa com o regresso dos espanhóis e, durante muito tempo, considerado como planta ornamental.
Só no século XX se generalizou o seu consumo. O feijão é rico em amido, vitaminas e proteínas, sendo a seguir à soja, junto com as outras leguminosas (favas e ervilhas), os legumes mais ricos em proteínas, muito importantes na alimentação vegetariana.
Os feijões podem-se consumir em vagens verdes, os feijões já criados, chamados de feijão fresco e em seco, para conservar em verde é recomendada a congelação depois de escaldado, ou em conserva, depois de enfrascado devidamente esterilizado.
Email: hortafamiliar@sapo.pt
Por: Cláudio Gonçalves
segunda-feira, junho 20, 2011
Reprodução das galinhas
Aqui está um assunto que quero tratar para não cair no esquecimento e porque foi de importância capital no passado, possivélmente para fazer as pessoas sentirem-se mais seguras, e em muitos casos revestidos de fundamento tanto prático como cientifico, as crenças populares que foram durante gerações validadas, e agora perderam o sentido com a modernidade industrial e o consumismo, onde tem que haver equações matemáticas para vender mais facilmente (obrigar mais facilmente as pessoas a consumir) e onde pouco interessa o que sente o ser humano, pois a vida moderna reduz o Homem a um objecto de consumo e despersonifica a sua existência a favor do consumismo desenfreado. Tenho a sorte de ter vivido essa mudança e ter sido marcado pelo impacto que crenças e mesinhas tiveram na vida das pessoas, que embora desvanecidas ainda continuam a ter.Jornal O SETUBALENSE II
Estou inteiramente ao dispôr de todos os que desejem trocar idéias e sentimentos,a crise do pepino e os hamburgueres contaminados, são sintomas de quye algo não vai bem e cada vez mais nos questionamos sobre a segurança alimentar, o que é que estamos a meter dentro de nós e dos nossos filhos e a deriva que isso pode ter na alimentação do futuro, dai que a horta familiar tenha mais do que nunca um papel de relevo na alimentação da família.
A horta familiar
As Abóboras
É muito fácil definir agricultura biológica: é um modo de cultivar os frutos e legumes para a nossa alimentação em que é privilegiada a utilização dos processos biológicos, recorrendo o máximo possível à acção dos microorganismos, insectos, pássaros e árvores, sem esquecer o ser humano. A biodiversidade é factor determinante na horta biológica.
A horta biológica exige muita observação e dedicação. É preciso conhecer bem os insectos, a diversa fauna e flora, o solo e o meio ambiente em geral e saber como interagem e quais as actividades e funções de cada um, para assim podermos bem compreender e usar todos os organismos vivos para fazer frutificar a horta, produzir legumes e frutas saudáveis, mais saborosos e mais ecológicos.
Ao saber que o bago de arroz da couve são as larvas de uma mosca que deposita os ovos junto ao pé da couve, podemos colocar um pequeno circulo de plástico criando uma barreira para impedir as moscas de depositar os ovos nas raízes das couves, assim como a rotação de culturas é obrigatória na agricultura biológica.
Essa rotatividade melhora a condição dos solos e impede a propagação das pragas, por exemplo; sabendo que o escaravelho da batateira deposita os ovos no solo, se mudarmos a plantação de batatas para um local onde não houve batatas no ano anterior, estas não serão atacadas pelas larvas do escaravelho, pois são essas que devoram as batateiras, a alternância da cebola com a cenoura evita a mosca de uma e de outra, uma larva de joaninha pode ser confundida com um insecto nefasto se não a conhecermos bem.
A horta familiar é obrigatoriamente biológica, e tem que ser usada para proteger as nossas famílias da arrogância, da falta de escrúpulos e do facilitismo das grandes explorações intensivas, sendo assim a pequena exploração doméstica uma barreira e um modo de fazer pressão para melhorar as condições de produção dos alimentos que providenciamos para as nossas famílias, enquanto os laboratórios enriquecem a agricultura de subsistência sustentada empobrece.
Sendo as minhas plantas preferidas, as abóboras são por excelência plantas de fácil cultivo e bastante adaptadas à agricultura biológica. Cobrem bem a terra com uma folhagem exuberante, produzem frutos comestíveis e decorativos, de conservação fácil, barata e ecológica, não sendo necessária energia nem nenhum tipo de tecnologia.
Servem para comer cruas, cozidas, assadas e fritas, servem para fazer doces e sopas e até as cabaças servem para fazer utensílios, também se comam as sementes e as flores.
As abóboras são muito gulosas. Necessitam de bastante estrume bem curtido, devem ser bem regadas e devem ter um espaço de cerca de 2 metros para se poderem expandir. São as plantas mais produtivas na horta.
As abóboras de Verão que amadurecem em 55 dias, são mais pequenas e devem ser consumidas rapidamente. As abóboras de Inverno, caso da abóbora menina, podem-se guardar até Maio do ano seguinte depois de curadas alguns dias ao sol. As courgetes, os pepinos, as melancias e os melões, pertencem à família das abóboras, as Cucurbitáceas.
Hortafamiliar.blogspot.com
hortafamiliar@sapo.pt
segunda-feira, junho 13, 2011
Jornal O SETUBALENSE
SECÇÃO: Rubrica
A horta familiar
Pepinos cornichons e batata-doce
Cada vez mais a pressão se faz sentir quanto à definição de alimentos seguros. Em que condições? Frescos? Cozinhados? Em casa? No restaurante? Claro que podemos confiar na alimentação que temos à disposição, embora não possamos deixar de estar atentos.
As hortas familiares são capitais na manutenção dessa confiança, o contacto com a produção dos alimentos reforça a relação que temos que ter com as plantas para tirarmos delas o melhor.
Muitas vezes esquecemo-nos de respeitar a natureza e o preço a pagar revela-se elevado. Uma horta equilibrada é uma diversidade de fauna e flora, muitos insectos e microorganismos diversos dos quais alguns podem ser perigosos para o Homem. As regras básicas de higiene devem ser respeitadas e todo o processo ser conduzido com humildade, as nossas hortas são seguras, temos que mantê-las e respeitá-las.
Desde Abril que como pepinos da minha horta, das três variedades que cultivo; os cornichons são pepinos miniatura que se conservam em vinagre como os pickles, colocados em sal grosso 24 horas para lhes retirar a água, depois de escaldados devem ser colocados dentro de um frasco com ervas aromáticas (estragão, orégãos), dois dentes de alho e coberto de vinagre, esterilizados 10 minutos, prontos a consumir ao fim de três meses, utilizam-se como os pickles.
“Salvou-me da fome”, foi o que me disse o meu pai quando lhe pedi para falar da batata-doce, pois ele é do Carvalhal, onde aquela cultura domina. Muitos horticultores desistem porque não conseguem fazer crescer os tubérculos, a batata-doce é uma planta tropical, originária dos Andes, gosta do Verão longo, de noites quentes e da terra bem estrumada.
A plantação deve-se fazer num combro de aproximadamente 20 cm de altura e a raiz das plantinhas previamente germinadas a partir das batatas, dobrada na ponta, mais ou menos 2 cm e enterrada de 5 a 8 cm, bem regada no início do desenvolvimento das plantas, deve ser apenas regada quando tem sede para um bom desenvolvimento dos tubérculos e, se possível, de manhã para não arrefecer a terra ao cair da noite.
Muito importante: não deixar as guias enraizarem ao solo pois impede o desenvolvimento das batatas. Há cerca de seiscentas variedades que vão desde a polpa branca a amarela e a cor da pele de amarela a roxo, quanto mais roxa mais antioxidantes tem em particular a zona roxa da batata-doce é o alimento com mais antioxidantes, que age sobre o envelhecimento das células.
A batata-doce presta-se para doçaria diversa, mas também serve para fazer compotas e sopas e pode ser cozida, frita ou assada.
Para manter a minha produção completamente orgânica e livre de produtos químicos, guardo todos os anos as batatas para produzir as podas que necessito, nada melhor que fornecer ao nosso lar de produtos hortícolas completamente seguros, saudáveis e ecológicos.
Email: hortafamiliar@sapo.pt
Por: Cláudio Gonçalves
terça-feira, junho 07, 2011




Me
- claudio
- Agricultor permacultor, Artista, apaixonado por tudo o que me rodeia, gosto da minha terra e do meu país
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